05/12/2005

Na Simplicidade de um SER...

Encostado a um muro, no miradouro de uma aldeia, o sol está encoberto pwlas nuvens de inverno, o vento é frio e húmido, mas lá estou eu a ver a paisagem rural. Aldeia tem meia dúzia de casas, todas elas brancas, mas há uma que a torna especial, talvez sejam as cabras no quintal que tentam saltar a vedação, torna-a única e sublime. Fecho os olhos, tento aperceber-me de todos os sons, todos os cheiros que estam à minha volta, ouço pássaros, gatos, velhinhas que conversam sobre o tempo e as cabras bem como os seus badalos.
De repente olho para o horizonte e vejo uma nesga de sol que bate nos campos verdes da aldeia.
É tempo de ir embora, de volta à cidade Lisboa. A viagem é calma, a luz alaranjada dos candieiros da auto-estrada vão passando e as luzes dos carros também. Cheguei a casa, cansado e ansioso por um banho relaxante, vou buscar velas, incenso, whisky com 2 pedras de gelo....entro na banheira cheia de água quente, ligo o rádio para ouvir uma música relaxante, descontracção total, depois de uns dias cheios de emoções fortes levados ao extremo, tanto eles bons ou maus.
O dia acaba, depois de relaxar vou para a cama e durmo.
Um novo dia começa, visto-me, como os cereais e saio de casa....
É impressionante ver tanta gente apressada para ir trabalhar, tantos caminhos que se cruzam com gente estranha, sem mostrar qualquer especie se emoção ou sentimentos. Parecem seres amorfos, sem alma!! Entro no metro e a sensação de vazio permanece, ali com tanta gente e ao mesmo tempo sozinho, entro na carruagem e sento-me, olho para o velho que vai à minha frente que dorme. Chego à minha estação e siu freneticamente, a aula começa dentro de 20 minutos e ainda tenho de beber o meu café habitual antes de ir para a aula.
Chego à faculdade, compro um maço de cigarros e acendo um! bebo o meu café na esplanada rodiado de gente e alguns amigos e apesar disso tudo, sinto-me vazio e não sei porquê. Nesse mesmo instante, olho para o céu e vejo dois pássaros a voar e algumas nuvens que fazem uns desenhos engraçados, aquela ali parece um cão, estão a ver?, de repente sinto uma tempestade de emoções, boas e más, sentimentos que nunca tinha sentido antes...tento procurar na minha cabeça uma resposta mas não encontro, tento procurar no meu coração e o resultado foi positivo, havia uma resposta ao que sentia mas ao mesmo tempo a minha cabeça dizia que não, que seria errado, decido afastar-me e vou para um sítio onde possa estra comigo mesmo. Acendo um cigarro, ponho-me a pensar para chegar a uma conclusão, mas nada, não consigo, cada vez que penso no assunto fico triste e deprimido..não sei o que faça!!!
Olho para o relógio, são horas de ir para a aula, pego nas minhas coisas e vou para a aula. passadas duas horas vou até ao bar tirar o amrgo que tenho na boca e no coração, como qualquer coisa e apenas tiro o amargo da boca.
Sinto novamente um jogo de emoções, parece que estou frente-a-frente a um dragão, coragem e medo, duas emoções juntas, mas desta vez decido não ter medo e fico ali imóvel, tento abstrair-me de tudo aquilo que sentia, mas é demasiado forte, pego nas minhas coisas e vou-me embora.
Durante o caminho que faço a pé acendo um cigarro e vejo o por-do-sol, desta vez na cidade. É estranho este por-do-sol, é diferente daquele na aldeia, não tem os montes, aqueles sons e cheiros da aldeia, este por-do-sol apenas me fez sentir frio! acendem-se as luzes que iluminam as ruas, tudo passa à minha volta e não vejo nada, estou preso num sonho, por fim chega a noite, uma noite fria e gelada de inverno, decido ir para casa..
Chego a casa, o cheiro que vem da cozinha agrada-me e vou jantar... já estam todos na cama e eu estou no quarto a ouvir música.
A noite já nasceu há muito, acendo um cigarro, preparo o meu whisky com duas pedras de gelo, o rádio ligado e olho para o céu com nuvens, ali naquele cantinho da minha janela não há nuvens e consigo ver as estrelas e a lua, que me transmite boas energias. Por fim vem o sono, bebo o whisky num golo apago o cigarro e deparo-me o o cinzeiro está quse cheio,....parece que estive ali algum tempo e não dei por isso. Abro a minha cama, deito-me, adormeço e começo a sonhar...com o quê??? talvez com coisas que deveria fazer e não tenho coragem de fazer ou dizer, com medo de magoar alguém.
Por isso é que a melhor coisa que Deus fez foi......o dia seguinte.